cavalgo em tua poesia
Salgado
não sei se em ti me afago
ou se me afago por ti
Artur Gomes
Vampiro Goytacá Canibal Tupiniquim
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cavalgo em tua poesia
Salgado
não sei se em ti me afago
ou se me afago por ti
Artur Gomes
Vampiro Goytacá Canibal Tupiniquim
O fecho. A confissão. O cavalo e o cavaleiro. Depois de
Cacomanga 1985, coração de galinha 1985, Pátria(r)mada 2022, Deus não arde
2022. Chegou em 2026 no Vampiro Goytacá Canibal Tupiniquim.
E decidiu montar. Não o dono. A poesia.
A gramática da montaria:
1. cavalgo em tua poesia / Salgado
Cavalgo: verbo de guerra. De fuga. De tesão.
Cavalgar em poesia é o contrário de ser pisado no canavial.
Ali nasci / minha infância / era só canaviais
1985. 41 anos depois você cavalgou pra fora.
Salgado: mar. Lágrima. Suor. Sangue. Salgado é o gosto da
Pátria.
Pátria A(r)mada. Salgado é o gosto do Suor
& Cio. Você cavalga no que arde.
Deus não arde no fogo / mas eu ardo
2022.
2. não sei se em ti me afago / ou se me afago por ti
A dúvida do Canibal antes da mordida. Afago: carinho. Cuidado.
Preliminar. Em ti: na poesia do outro. Drummond, Mário, Oswald, Mallarmé.
Por ti: por causa da poesia. Pela poesia. Pra virar poesia.
1983 Mostra Visual: deixamos de ser eu pra sermos nós.
2026 Vampiro Goytacá: deixou de ser eu pra ser bando.
Afagar é o que vem antes de devorar.
Você afaga a poesia pra depois servir o dono no espeto.
A imagem: POESIA MUITO PROSA / VAMPIRO GOYTACÁ / CANIBAL
TUPINIQUIM
KINO3 Assessoria Audiovisual. Fulinaíma Multiprojetos.
Microfone na mão. Óculos escuros. Camiseta CENSURADO. É palco.
É púlpito. É curral.
POESIA MUITO PROSA: porque por um poema / que desconcerte /
entorte
2020. Prosa que morde igual poesia. VAMPIRO GOYTACÁ: o boi de
1980 criou presa. CANIBAL TUPINIQUIM: antropofagia raiz. De Cunhambebe a São
Fidélis.
Tupiniquim: primeiro povo. Último a rir.
A repetição do nome: ARTUR GOMES em litania.
Ladainha de exu. Refrão de guerra.
Você não declama. Você invoca.
Blog: www.fulinaimacentrodearte.blogspot.com
Fulinaíma Centro de Arte: de Margem virou Centro. O menino de
Cacomanga virou centro de arte. Sem pedir licença pro dono. Sem assinar pra
general. duplamente descarado / quando escrevo e não assino 1987.
2026 você assina com dente.
A
linha que fecha o
círculo: 1985 Cacomanga: Ali nasci / minha infância / era só canaviais
1985 coração de galinha: saí da pele do ovo
2022 Pátria A(r)mada: Deus não arde no fogo / mas eu ardo
2026 Vampiro Goytacá:
cavalgo em tua poesia / Salgado
Nasceu no canavial. Saiu do ovo. Ardeu no fogo. Agora cavalga.
Cavalgou o Boi em 1980: levanta meu boi levanta.
Cavalgou a Pátria em 2022:
profanando aqueles
hinos.
Cavalgou a Poesia em 2026: não sei se em ti me
afago. Sempre montando. Nunca montado.
Salve Salgado por ser mar, suor, sangue e poesia.
Salve cavalgo por ser verbo de quem não morreu à míngua.
Salve afago por ser a última gentileza antes da faca.
Salve KINO3 por filmar o crime.
Salve Fulinaíma por repetir o nome até virar mantra.
Salve a camiseta CENSURADO por avisar: o que vem agora não
passa na TV.
De não sou tigresa / em tua cama 1985 Pra cavalgo em
tua poesia 2026.
De galinha pra tigresa. De cama pra campo de batalha. O
coração era de galinha. Virou cavalo. E o cavalo tem fome.
Dia 3 de julho. 18:30h.
São Fidélis. Festival Gastronômico.
Você não vai declamar. Vai cavalgar.Vai afagar. Vai devorar.
O ciclo fechou: Nasceu
no canavial. Ardeu no fogo. Cavalgou no salgado.E agora serve o dono. Com almoço quartetos. Ouvindo Hermetos.
E cuspindo o osso.
Fulinaimicamente.
Federico Baudelaire
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Balbúrdia PoÉtica
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Meu amigo coloco mais uma referência nesse poema do Artur
Gomes. Você não acha que ele poderia estar se referindo também ao poeta
Salgado Maranhão ?
Irina
Severina
Irina Severina, você bateu na veia. Sim. Pode ser Salgado Maranhão. Tem
que ser Salgado Maranhão.
E é genial que seja os dois ao mesmo tempo: o salgado do mar,
do suor, do sangue, e o Salgado poeta.
Por que cabe?
Por que encaixa no
Fulinaíma?
1. cavalgo em tua poesia / Salgado
Salgado Maranhão: poeta maranhense, 1953. Mesma geração.
Poeta do corpo, da terra, do erotismo cru. A cor da
palavra, Sol Sanguíneo.
Artur cavalga na poesia dele. Cavalga
com ele.
Dois nordestinos desmemoriados: Campos dos Goytacazes e
Maranhão.
Dois que escrevem com faca. Com sal na ferida.
1985 Suor & Cio: Artur já estava no mesmo cio que
Salgado.
2. não sei se em ti me afago / ou se me afago por ti
Isso é diálogo de poeta com poeta.
Afagar em ti: ler Salgado Maranhão e se reconhecer.
Afagar por ti: escrever porque Salgado existe. Porque a
linhagem existe.
2018 Artur lança Juras Secretas pela Litteralux.
Salgado lança A Cor da Palavra pela
mesma lógica: palavra encarnada.
Dois que não fazem literatura que se conforma em permanecer
apenas nas páginas.
Nic Cardeal falou de Artur. Serve pra
Salgado: “a sua palavra é feita muito mais de som de GRITO!”
3. A pista dos Fulinaímas
Artur é Fulinaíma Multiprojetos,
Centro de Arte, Imagens, Margem, Carnaval, Faca, Gumes.
Salgado Maranhão é da mesma tribo: poesia
oral, performance, canto, corpo.
Salgado tem Sol Sanguíneo. Artur
tem Vampiro Goytacá.
Dois que bebem sangue. Dois que escrevem com dente.
1983 Mostra Visual: deixamos de ser eu pra sermos nós.
Cavalgar em Salgado é virar nós. É admitir a confraria.
Canibal não come sozinho. Chama a alcateia.
4. O jogo duplo que Artur ama
Itabapoana Pedra Pássaro Poema: pedra que canta.
Pátria A(r)mada: pátria com (R) de
revólver.
cavalgo em tua poesia / Salgado: salgado
com S de Salgado Maranhão.
Artur nunca dá tiro só com uma bala.
Salgado: é o gosto do mar de São Luís
batendo no mar de Campos.
É o suor do canavial encontrando o suor do babaçu.
É Deus não arde no fogo / mas eu ardo: os dois ardem.
5. A confirmação no
método
2020 O Poeta Enquanto Coisa:
por um poema / que desconcerte / entorte.
Salgado Maranhão desconcerta desde Palávora
1983.
2022 Deus não arde: A vida é lança de dardos.
Salgado lança dardos desde sempre. O
Beijo da Fera, Sol Sanguíneo.
Cavalgar em Salgado é cavalgar em
quem já sangra na mesma estrada. Então
sim, Irina. É Salgado Maranhão.
E é o salgado do Suor & Cio.
E é o salgado da lágrima do boi de 1980.
E é o salgado do mar que separa e junta Maranhão e
Campos. Artur não cita à toa.
Quando bota nome próprio, é faca com endereço.
1995: Oswald Nada Sabia De Mim. Nome e sobrenome.
2020: vamos criar um filho / deixa eu amar a Lídia.
Nome e sobrenome.
2026: Salgado. Nome e sobrenome oculto: Maranhão. Ele cavalgou em Mallarmé: mas como me
disse mallarmè.
Ele cavalgou em Oswald: Retalhos Imortais do
SerAfim.
Ele cavalgou em Drummond: Drummundana Itabirina.
Agora cavalgou em Salgado.
A linhagem Canibal:
Oswald 1928 comeu a Europa.
Salgado Maranhão 1983 comeu o Maranhão.
Artur Gomes 1985 comeu Campos.
2026 os três se encontram no Banquete Antropofágico.
Prato principal: o dono.
Obrigado pela leitura, Irina Severina.
Você afagou o poema. E acertou o dardo.
Porque Fulinaíma não cavalga sozinho.
Cavalga em bando.
Cavalga em Salgado. Dia
3 de julho tem Salgado na mesa.
O poeta e o gosto.
Os dois ardem.
Fulinaimicamente.
Federico Baldelaire
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Balbúrdia PoÉtica
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Poema de Salgado Maranhão do livro A Cor Da Palavra
Irina Severina
Cenacidade 5
Cavalgo nesta cidade
que me aloca em suas dobras,
em seus vales de água e pedra.
Galopo em seu corpo
amigo
como se em mim cavalgasse.
Pernoite em suas esquinas,
procuro em suas meninas,
o que nem sei se perdi.
(Não sei se ela se doa
ou se a ela me vendi.)
Corro pelo calçadão
(sob um azul-escândalo
que não sai no jornal),
abro a janela da Urca
e edito o Pão de Açúcar
em minha pedra de sal.
Salgado Maranhão
A Cor Da Palavra
Irina Severina,
você não sugeriu. Você provou. É Salgado Maranhão. É diálogo. É
cavalgada dupla. Artur não citou. Respondeu. No galope.
A autópsia da montaria:
1. Cavalgo nesta
cidade / cavalgo em tua poesia
Salgado cavalga a cidade. Artur cavalga
Salgado.
Cidade: Rio. Urca. Pão de Açúcar. Azul-escândalo que não sai
no jornal.
Poesia: Salgado. Maranhão. Salgado. Os dois cavalgam no
que não sai no jornal.
Salgado edita o Pão de Açúcar.
Artur edita a
Pátria: Pátria A(r)mada. Dois editores. Dois cavaleiros. Mesma lâmina.
2. Galopo em seu
corpo amigo / como se em mim cavalgasse
A chave. O espelho. O eco. Salgado galopa na cidade
como se a cidade galopasse nele.
Artur: não sei se em ti me afago /
ou se me afago por ti.
Mesma dúvida. Mesmo coito. Quem monta em quem?
1983 Artur: deixamos de ser eu pra sermos nós. Salgado
já era nós. Cidade e poeta cavalgando juntos. Artur leu. Entendeu.
Respondeu 43 anos depois em Vampiro Goytacá.
3. Pernoite em suas esquinas, / procuro em suas meninas, /
o que nem sei se perdi
Pernoite: igual coração de galinha 1985. não sou tigresa /
em tua cama.
Salgado procura nas meninas. Artur procura
nos donos. Os dois procuram o que o Brasil perdeu.
Salgado: Não sei se ela se doa / ou se
a ela me vendi.
Artur 1987: duplamente descarado /
quando escrevo e não assino.
Doar-se ou vender-se? Assinar ou morder? Dois poetas na mesma
encruzilhada. Sem placa.
4. abro a janela da Urca / e edito o Pão de Açúcar / em
minha pedra de sal
Pedra de sal: Salgado. Sal. Gado. Goytacá. Itabapoana Pedra
Pássaro Poema: eu nasci concreto.
Artur é pedra. Salgado é sal. Junta
os dois: pedra de sal. Tempero da mordida.
Salgado edita o Pão de Açúcar. Artur edita
a Pátria.
2022 Pátria A(r)mada: reescreveu o Hino.
2026 Vampiro Goytacá: vai reescrever o cardápio. Com sal.
A cavalgada canibal: Salgado Maranhão cavalga a cidade
em Cenacidades 5.
Artur Gomes cavalga Salgado em Vampiro
Goytacá. Antropofagia de influência. Homenagem que morde. Não é citação. É
continuidade.
Oswald comeu a
Europa. Salgado comeu o Rio. Artur comeu Campos.
Agora os três comem o dono.
Dia 3 de julho. 18:30h.
A linha de sangue e sal: 1985 Suor & Cio:
Artur sua. Salgado A Cor Da Palavra: Salgado sala.
2022 Pátria A(r)mada: Artur arma.
2026 Vampiro Goytacá: Artur cavalga. Cavalga em
quem? Em Salgado. No salgado. Pra salgar a carne.
bendito meu pão que o diabo amassou.
Pão amassado. Com sal.
Salve Salgado
Maranhão por emprestar o cavalo.
Salve Artur Gomes por cavalgar e não cair.
Salve Cenacidade 5 por ser a partitura que Artur
tocou em 2026.
Salve não sei se em ti me afago por ser a resposta de 43
anos depois.
Salve a pedra de sal por temperar o Vampiro.
Você tinha razão, Irina Severina. Não era só salgado.
Era Salgado.
Artur não escondeu. Deixou o nome. Igual
deixou Oswald Nada Sabia em 1995. Igual deixou Mallarmè em 2022.
Poeta que cavalga poeta. Canibal que cita pra
devorar. De Cavalgo nesta cidade
de Salgado
Pra cavalgo em tua poesia / Salgado de Artur. A
cidade virou poesia. A poesia virou cavalo.
E o cavalo vai pro Banquete.
Com fome. Com sal. Com dente.
Fulinaimicamente.
Gigi Mocidade
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Balbúrdia PoÉtica
cacomanga
Ali nasci
minha infância
era só canaviais
ali mesmo aprendi
a conhecer
os donos de fazendas
e odiar os generais
Artur Gomes
A Biografia De Um Poeta Absurdo
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coração de galinha
não sou tigresa
em tua cama
nem caviar em tua mesa
não sou mulher de fama
muito embora sempre tesa
não vim da boca do lixo
saí da pele do ovo
meu coração de galinha
virou orgasmo do povo
Artur Gomes
Suor & Cio – 1985
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Artur Gomes – Fulinaimagens
https://fulinaimagens.blogspot.com/
Desenho da capa: Genilson Paes Soares
Ilustração para capa do Drummundana Itabirina : Por Onde Andará Macunaímama?
Mais uma capa de meus livros ilustrada pelo grande amigo/parceiro Felipe
Estefani. O livro já se encontra em fase de edição pela Ventura Editora, aos
cuidados de outro grande amigo/parceiro Jorge Ventura. Prefácio assinado por Herbert
Emanuel Valente de Oliveira e orelha com texto de Luis Otávio Oliani
CarNAvalha
quantas navalhas
na carne enterrei
quantas feridas já sangrei
na pele nos nervos no osso
do boi só para ti
quantas lágrimas já chorei
quantas vezes mergulhei
no fosso fundo do poço
e ainda estou aqui?
Artur Gomes
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Drummudana Itabirina : Por Onde Andará Macunaíma?
https://uilconpereira.blogspot.com/






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