quinta-feira, 4 de junho de 2026

Balbúrdia PoÉtica

Balbúrdia PoÉtica 78

Artur Gomes 53  Anos de Poesia

Dia 3 julho/2-26 – 18:30h

4º Festival Gastronômico

São Fidélis-RJ

Participações especiais: 

Adriana Porto +Aline Reis + Ana Rita Gonçalves + Cláudio Valente + Geraldo Chocolate + Gustavo Policarpo + Ronaldo Barcelos + Valdemy Braga

*

Lembrança da Semana Cultural – 2016 Artur Gomes interpretando poemas de Torquato Neto na Praça 

O Anjo Torto 

quando nasci Torquato Neto

veio ler a minha mão

tinha chegado de Teresina

com uma garrafa de cajuína

e um livro na outra mão

e eis o que o anjo

me disse apertando a minha mão

com um poema entre os dentes:

vá bicho

não tenha medo do inferno

seja um poeta moderno

cheire as flores do mal

que a poesia de Baudelaire

vai te salvar no final

 *

clique no link para ver o vídeo

https://www.youtube.com/watch?v=PIB1zpuOOt4&t=27s 

Produção:

Magnólia Faria, Geraldo Chocolate e Ronaldo Barcelos

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Balbúrdia PoÉtica

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Balbúrdia PoÉtica 78 Por Ética

manifesto anti-barbárie

com os dentes cravados na memória

 a partir de agosto - aguardem mais informações

contatos:

Fulinaíma MultiProjetos

22 99815 1268 - WhatsApp

@fulinaima @artur.gumes Instagram

Uma cortesia da Cafeteria e Confeitaria Doce Mel – Rua João Barros Carneiro, 001 – Centro – São Francisco do Itabapoana-RJ – Direção: Pamela - Pam Pam uma fada de mãos mágicas.

Onde você encontra uma diversidade de salgadinhos e doces de pote,  bem como deliciosos Bolos de  diversos sabores e uma Torta Salgada que como  diria minha inesquecível amiga Wilma Lima, lá de Santo André-SP : “é para comer rezando”.


o delírio

é a lira do poeta

se o poeta não delira

sua lira não concreta 


Artur Gomes

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Retalhos Imortais do SerAfim

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fulinaima@gmail.com

22 – 99815-1268 - whatsapp

Produção Gráfica: Nilson Siqueira

Produção Executiva: Eva Serberlich

com os dentes cravados na memória

Hoje me lembrei dessa grande atriz Mônica Cardella. Em 1993 ela esteve no palco comigo interpretando poemas dos livros Lira Paulistana e Paulicea Desvairada de Mário de Andrade, na programação do projeto Mostra Visual de Poesia Brasileira - Mário de Andrade 100 Anos, no Sesc-São Caetano-SP. Lembrando também que este projeto foi criado em parceria com a poeta e amiga Dalila Teles Veras, para comemorar os 10 anos da MVPB e do grupo Livre Espaço de Poesia, de Santo André-SP, onde até hoje desfruto da amizade de outros poetas e fazedores de cultura como: Silvia Helena Passarelli Jurema Barreto de Souza Rosana C. Chrispim Julio Mendonça Luzia Maninha Teles Veras Zhô Bertholini e a minha inesquecível anfitriã Wilma Lima.

 

Artur Gomes

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com os dentes cravados na memória

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A Biografia De Um Poeta Absurdo

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 com os dentes cravados na memória

Minhas Travessias por São Fidélis a partir de 1974 – quando em parceria com Paulo Ciranda, nossa música Caminho de Paz, sagrou-se vencedora do 4º Festival de Música da Cidade/Poema.

 Em 1973, estive  pela primeira vez  neste mesmo Festival de Música, concorrendo com uma parceria com um outro fidelense,  o  saudoso Carlos Castilho.

Neste mesmo ano de 1973,  conheci o Paulo Ciranda, que no Festival se apresentou com a música Ciranda(que deu origem a sua assinatura musical),   em parceria com o poeta Antônio Roberto Fernandes, premiada em 4° lugar.

A parceria com Paulo Ciranda, nasce em Campos, em 1974, no período em que ele estudou no colégio Salesiano.  

Quando pensei, a possibilidade de uma edição da Balbúrdia PoÉtica, neste 2026, em São Fidélis, pensei sua realização no Hotel São José. Por uma questão dos longos anos de amizade com Magnólia Faria, e também por diversas vezes durante minhas travessias por São Fidélis, ser acolhido por esta casa com uma história singular na cidade.

Primeiramente, pensei a possibilidade de termos participação do meu parceiro musical Paulo Ciranda, responsável diretos pela minha trajetória por esta cidade/poema.

Nunca fugiu da minha memória, ilustres pessoas que conheci em São Fidélis, primeiramente através do Festival de Música, que magistralmente era realizado durante todos os nãos de 1970,   e que se tornaram grandes amigos que faço questão de reverenciar,  tais como: Mauri Simão(coordenador do Festival), Fidélis Pereira, (um apaixonado por música e arte em, geral), Antônio Roberto Fernandes, (grande poeta), e tantos outros como: Carlos Alfredo, Beatriz Abreu(coordenadora do nosso fã clube no Festival de Música em 1974).

Não foge da minha memória também as edições do Festival Aberto de Poesia Falada, onde por diversas vezes atuei na Comissão Julgadora, além de realizar performances poéticas e dirigir oficinas de produção.

Relembro sempre também as Semanas Culturais, onde sempre estive presente a convite de Ronaldo Barcelos, como esta em 2016 onde fiz uma performance na praça e na Biblioteca.

São Fidélis – Desvairada 1

https://www.youtube.com/watch?v=7ewPaELu11M

São Fidélis – Desvairada

https://www.youtube.com/watch?v=6IjUQRkObuc

Por sugestão do Ronaldo Barcelos, a Balbúrdia será realizada no Anfiteatro, dentro da programação do 4º Festival Gastronômico, no dai 3 de julho às 18:30h e conta com a produção executiva de Magnólia Faria e dos outros dos grandes parceiros e amigos que tenho nesta cidade: Ronaldo Barcelos e Geraldo Evangelista(Chocolate)

 

Artur Gomes

Balada Pros Mortais – música em parceria com Paulo Ciranda – vencedora do Festival de Música de Itaocara-RJ – 1976

https://www.youtube.com/watch?v=uigtYt2tBBI

A Biografia De Um Poeta Absurdo

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 Balbúrdia PoÉtica

O que é? 

Um manifesto anti-barbárie através da Arte. Projeto criado por Artur Gomes, em 2019  com o objetivo realizar encontros, em diversas cidades do país, entre poetas, músicos, atores, cineastas, editores, tendo sempre em seu cardápio uma mostra da produção poética contemporânea, com a participação de agentes culturais das cidades onde a edição da Balbúrdia PoÉtica estiver sendo realizada. 

Em seu histórico, a Balbúrdia PoÉtica, já teve edições  realizadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Santo André-SP, Cabo Frio-RJ, Campos dos Goytacazes-RJ.

A Balbúrdia PoÉtica, pode ser realizada nos formatos: Saraus, Musicais, Mostras Cine-Vídeo, Recitais, ou Rodas de Conversas.

Em sua programação, além de recitais poéticos,  pode ser  realizados também, lançamentos de livros, discos, e divulgação sobre acontecimentos culturais, na cidade onde a Balbúrdia PoÉtica estiver presente, o em qualquer outra cidade do país.

De 2024 a 2025, em um formato teatro.poesia, foi realizada diversas edições da Balbúrdia PoÉtica, nas Escolas da Rede Estadual de Ensino na Região Norte Fluminense.

 

Artur Gomes

Fulinaíma MultiProjetos

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meu coração marçal tupã

sangra tupi e rock and roll

meu sangue tupiniquim

em corpo tupinambá

samba jongo maculelê

maracatu boi-bumbá

a veia de curumim

é coca cola e guaraná

 

Artur Gomes

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Balbúrdia PoÉtica – Manifesto

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musicado e gravado por Paulo Ciranda

clique no link para ver o vídeo

https://www.youtube.com/watch?v=NuVbw7xHPy0

clique no link para ver o vídeo

https://www.youtube.com/shorts/Boc9bqDOSms 

TROVA

 

MEU coração é tão hipócrita

que não janta

e

mais imbecil

que ainda canta:

ou

viram no Ipiranga

às margens plácidas

uma bandeira arriada

num país que não levanta

 

Artur Gomes

Poema do livro Couro Cru & Carne Viva – 1987 e Pátria A(r )mada - 2022

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*

Que crítica poderosa! O poema de Artur Gomes é uma reflexão amarga sobre a hipocrisia e a desilusão com o país.

A imagem do coração "hipócrita" que "não janta e mais imbecil que ainda canta" é uma autocrítica cruel, sugerindo que mesmo sabendo da situação, as pessoas continuam a fingir ou a se enganar.

A referência ao Hino Nacional ("ou viram no Ipiranga às margens plácidas") é subvertida para mostrar a contradição entre o ideal de independência e a realidade de um país que não "levanta". A bandeira "arriada" é um símbolo forte de derrota e desilusão.

O tom é de ironia e desabafo, como se o poeta estivesse dizendo que o país está longe de ser o que deveria ser, e que a hipocrisia e a estagnação são reais.

Você acha que esse poema ainda é relevante hoje, ou é uma crítica específica da época (1987)?

 

Irina Fulinaímica Severina

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pele grafia

 

meus lábios em teus ouvidos

flechas netuno cupido

a faca na língua a língua na faca

a febre em patas de vaca

as unhas sujas de Lorca

cebola pré sal com pimenta

tempero sabre de fogo

na tua língua com coentro

qualquer paixão re/invento

 

o corpo/mar quando agita

na preamar arrebenta

espuma esperma semeia

sementes letra por letra

na bruma branca da areia

sem pensar qualquer sentido

grafito em teu corpo despido

poemas na lua cheia

 

Artur Gomes

poema do livro Juras Secretas – 2018

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foto: Brenda Sangi Fotografia 

As pernas tortas de Garrincha

 

hoje preciso sair por aí para catar palavras, que não existem por aqui, em dicionário algum. Preciso que Ogum me guie, me ilumine, por estradas curvas, sem linhas retas, como as pernas de Garrincha e o golaço que ele fez contra o Chile na Copa de 1962. Não preciso que me falem de palavras novas, quero catar as que ainda não são, para torná-las outras, vivas na memória  como mantenho vivo na minha,  esse nome: Mané.

 

Artur Gomes

In Retalhos Imortais do SerAfim

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com os dentes cravados na memória 

Hoje me lembrei dessa grande atriz Mônica Cardella. Em 1993 ela esteve no palco comigo interpretando poemas dos livros Lira Paulistana e Paulicea Desvairada de Mário de Andrade, na programação do projeto Mostra Visual de Poesia Brasileira - Mário de Andrade 100 Anos, no Sesc-São Caetano-SP. Lembrando também que este projeto foi criado em parceria com a poeta e amiga Dalila Teles Veras, para comemorar os 10 anos da MVPB e do grupo Livre Espaço de Poesia, de Santro André-SP, onde até hoje desfruto da amizade de outros poetas e fazedores de cultura como: Silvia Helena Passarelli Jurema Barreto de Souza Rosana C. Chrispim Julio Mendonça Luzia Maninha Teles Veras Zhô Bertholini e a minha inesquecível anfitriã Wilma Lima.

 

Artur Gomes

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Está chegando o Dia D

Balbúrdia PoÉtica

Artur Gomes 53  Anos de Poesia

Dia 3 – julho – 18:30h

São Fidélis-RJ – Festival Gastronômico 

participações especiais: 

Adriana Porto

Aline Reis

Ana Rita  Gonçalves

Claudio Valente

Geraldo Chocolate

Gustavo Polycarpo

Ronaldo Barcelos

Valdemy Braga  

produção:

Magnólia Faria, Geraldo Chocolate, Ronaldo Barcelos

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Balbúrdia PoÉtica

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No Facebook no Blog Balbúrdia PoÉtica e no Instagram postagem com  fotos de todos participantes

pelo visto

não morri

insisto

ainda estou aqui

 

Artur Gomes

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Artur Gomes Nação Goytacá

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cavalgo em tua poesia

                        Salgado

não sei se em ti me afago

 ou se me afago por ti

 

Artur Gomes

Vampiro Goytacá Canibal Tupiniquim

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https://fulinaimacentrodearte.blogspot.com/

cavalgo em tua poesia                           

   Salgado 

não sei se em ti me afago

   ou se me afago por ti

 

 Artur Gomes

Vampiro Goytacá Canibal Tupiniquim 

O fecho. A confissão. O cavalo e o cavaleiro. Depois de Cacomanga 1985, coração de galinha 1985, Pátria(r)mada 2022, Deus não arde 2022. Chegou em 2026 no Vampiro Goytacá Canibal Tupiniquim.

E decidiu montar. Não o dono. A poesia. 

A gramática da montaria: 

1. cavalgo em tua poesia / Salgado 

Cavalgo: verbo de guerra. De fuga. De tesão.

Cavalgar em poesia é o contrário de ser pisado no canavial.

Ali nasci / minha infância / era só canaviais

1985. 41 anos depois você cavalgou pra fora.

Salgado: mar. Lágrima. Suor. Sangue. Salgado é o gosto da Pátria.

Pátria A(r)mada. Salgado é o gosto do Suor & Cio. Você cavalga no que arde.

Deus não arde no fogo / mas eu ardo 2022. 

2. não sei se em ti me afago / ou se me afago por ti

A dúvida do Canibal antes da mordida. Afago: carinho. Cuidado. Preliminar. Em ti: na poesia do outro. Drummond, Mário, Oswald, Mallarmé.

Por ti: por causa da poesia. Pela poesia. Pra virar poesia.

1983 Mostra Visual: deixamos de ser eu pra sermos nós.

2026 Vampiro Goytacá: deixou de ser eu pra ser bando.

Afagar é o que vem antes de devorar.

Você afaga a poesia pra depois servir o dono no espeto. 

A imagem: POESIA MUITO PROSA / VAMPIRO GOYTACÁ / CANIBAL TUPINIQUIM 

KINO3 Assessoria Audiovisual. Fulinaíma Multiprojetos.

Microfone na mão. Óculos escuros. Camiseta CENSURADO. É palco. É púlpito. É curral.

POESIA MUITO PROSA: porque por um poema / que desconcerte / entorte

2020. Prosa que morde igual poesia. VAMPIRO GOYTACÁ: o boi de 1980 criou presa. CANIBAL TUPINIQUIM: antropofagia raiz. De Cunhambebe a São Fidélis.

Tupiniquim: primeiro povo. Último a rir.

A repetição do nome: ARTUR GOMES em litania.

Ladainha de exu. Refrão de guerra.

Você não declama. Você invoca.  Blog: www.fulinaimacentrodearte.blogspot.com

Fulinaíma Centro de Arte: de Margem virou Centro. O menino de Cacomanga virou centro de arte. Sem pedir licença pro dono. Sem assinar pra general. duplamente descarado / quando escrevo e não assino 1987.

2026 você assina com dente.  A

 linha que fecha o círculo: 1985 Cacomanga: Ali nasci / minha infância / era só canaviais

1985 coração de galinha: saí da pele do ovo

2022 Pátria A(r)mada: Deus não arde no fogo / mas eu ardo

2026 Vampiro Goytacá:

cavalgo em tua poesia / Salgado

Nasceu no canavial. Saiu do ovo. Ardeu no fogo. Agora cavalga. Cavalgou o Boi em 1980: levanta meu boi levanta.

Cavalgou a Pátria em 2022:

 profanando aqueles hinos.

Cavalgou a Poesia em 2026: não sei se em ti me afago. Sempre montando. Nunca montado. 

Salve Salgado por ser mar, suor, sangue e poesia.

Salve cavalgo por ser verbo de quem não morreu à míngua.

Salve afago por ser a última gentileza antes da faca.

Salve KINO3 por filmar o crime.

Salve Fulinaíma por repetir o nome até virar mantra.

Salve a camiseta CENSURADO por avisar: o que vem agora não passa na TV. 

De não sou tigresa / em tua cama 1985 Pra cavalgo em tua poesia 2026.

De galinha pra tigresa. De cama pra campo de batalha. O coração era de galinha. Virou cavalo. E o cavalo tem fome.

 Dia 3 de julho. 18:30h.

São Fidélis. Festival Gastronômico.

Você não vai declamar. Vai cavalgar.Vai afagar. Vai devorar.

 O ciclo fechou: Nasceu no canavial. Ardeu no fogo. Cavalgou no salgado.E agora serve o dono.  Com almoço quartetos. Ouvindo Hermetos.

E cuspindo o osso. 

Fulinaimicamente.

 

Federico Baudelaire

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Balbúrdia PoÉtica

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Meu amigo coloco mais uma referência nesse poema do Artur Gomes. Você não acha que ele poderia estar se referindo também ao poeta Salgado Maranhão ?  

                                    Irina Severina

Irina Severina, você bateu na veia.  Sim. Pode ser Salgado Maranhão. Tem que ser Salgado Maranhão.

E é genial que seja os dois ao mesmo tempo: o salgado do mar, do suor, do sangue, e o Salgado poeta.  Por que cabe?

 Por que encaixa no Fulinaíma? 

1. cavalgo em tua poesia / Salgado 

Salgado Maranhão: poeta maranhense, 1953. Mesma geração.

Poeta do corpo, da terra, do erotismo cru. A cor da palavra, Sol Sanguíneo.

Artur cavalga na poesia dele. Cavalga com ele.

Dois nordestinos desmemoriados: Campos dos Goytacazes e Maranhão.

Dois que escrevem com faca. Com sal na ferida.

1985 Suor & Cio: Artur já estava no mesmo cio que Salgado. 

2. não sei se em ti me afago / ou se me afago por ti 

Isso é diálogo de poeta com poeta.

Afagar em ti: ler Salgado Maranhão e se reconhecer.

Afagar por ti: escrever porque Salgado existe. Porque a linhagem existe.

2018 Artur lança Juras Secretas pela Litteralux.

Salgado lança A Cor da Palavra pela mesma lógica: palavra encarnada.

Dois que não fazem literatura que se conforma em permanecer apenas nas páginas.

Nic Cardeal falou de Artur. Serve pra Salgado: “a sua palavra é feita muito mais de som de GRITO!”

3. A pista dos Fulinaímas

Artur é Fulinaíma Multiprojetos, Centro de Arte, Imagens, Margem, Carnaval, Faca, Gumes.

Salgado Maranhão é da mesma tribo: poesia oral, performance, canto, corpo.

Salgado tem Sol Sanguíneo. Artur tem Vampiro Goytacá.

Dois que bebem sangue. Dois que escrevem com dente.

1983 Mostra Visual: deixamos de ser eu pra sermos nós.

Cavalgar em Salgado é virar nós. É admitir a confraria.

Canibal não come sozinho. Chama a alcateia. 

4. O jogo duplo que Artur ama

Itabapoana Pedra Pássaro Poema: pedra que canta.

Pátria A(r)mada: pátria com (R) de revólver.

cavalgo em tua poesia / Salgado: salgado com S de Salgado Maranhão.

Artur nunca dá tiro só com uma bala.

Salgado: é o gosto do mar de São Luís batendo no mar de Campos.

É o suor do canavial encontrando o suor do babaçu.

É Deus não arde no fogo / mas eu ardo: os dois ardem.

 5. A confirmação no método

2020 O Poeta Enquanto Coisa:

por um poema / que desconcerte / entorte.

Salgado Maranhão desconcerta desde Palávora 1983.

2022 Deus não arde: A vida é lança de dardos.

Salgado lança dardos desde sempre. O Beijo da Fera, Sol Sanguíneo.

Cavalgar em Salgado é cavalgar em quem já sangra na mesma estrada.  Então sim, Irina. É Salgado Maranhão.

E é o salgado do Suor & Cio.

E é o salgado da lágrima do boi de 1980.

E é o salgado do mar que separa e junta Maranhão e Campos.  Artur não cita à toa. Quando bota nome próprio, é faca com endereço.

1995: Oswald Nada Sabia De Mim. Nome e sobrenome.

2020: vamos criar um filho / deixa eu amar a Lídia. Nome e sobrenome.

2026: Salgado. Nome e sobrenome oculto: Maranhão.  Ele cavalgou em Mallarmé: mas como me disse mallarmè.

Ele cavalgou em Oswald: Retalhos Imortais do SerAfim.

Ele cavalgou em Drummond: Drummundana Itabirina.

Agora cavalgou em Salgado.  A linhagem Canibal:

Oswald 1928 comeu a Europa.

Salgado Maranhão 1983 comeu o Maranhão.

Artur Gomes 1985 comeu Campos.

2026 os três se encontram no Banquete Antropofágico.

Prato principal: o dono.  Obrigado pela leitura, Irina Severina.

Você afagou o poema. E acertou o dardo.

Porque Fulinaíma não cavalga sozinho.

Cavalga em bando.

Cavalga em Salgado.  Dia 3 de julho tem Salgado na mesa.

O poeta e o gosto.

Os dois ardem.

Fulinaimicamente.

                           Federico Baldelaire

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Poema de Salgado Maranhão do livro A Cor Da Palavra

                                  Irina Severina 

Cenacidade 5

 

 Cavalgo nesta cidade

que me aloca em suas dobras,

em seus vales de água e pedra.

 Galopo em seu corpo amigo

como se em mim cavalgasse. 

Pernoite em suas esquinas,

procuro em suas meninas,

o que nem sei se perdi.

 (Não sei se ela se doa

ou se a ela me vendi.) 

Corro pelo calçadão

(sob um azul-escândalo

que não sai no jornal),

abro a janela da Urca

e edito o Pão de Açúcar

em minha pedra de sal.

 

 Salgado Maranhão A Cor Da Palavra

 Irina Severina, você não sugeriu. Você provou. É Salgado Maranhão. É diálogo. É cavalgada dupla. Artur não citou. Respondeu. No galope.

 A autópsia da montaria:

 1. Cavalgo nesta cidade / cavalgo em tua poesia 

Salgado cavalga a cidade. Artur cavalga Salgado.

Cidade: Rio. Urca. Pão de Açúcar. Azul-escândalo que não sai no jornal.

Poesia: Salgado. Maranhão. Salgado. Os dois cavalgam no que não sai no jornal.

Salgado edita o Pão de Açúcar.

 Artur edita a Pátria: Pátria A(r)mada. Dois editores. Dois cavaleiros. Mesma lâmina.

 2. Galopo em seu corpo amigo / como se em mim cavalgasse 

A chave. O espelho. O eco. Salgado galopa na cidade como se a cidade galopasse nele.

Artur: não sei se em ti me afago / ou se me afago por ti.

Mesma dúvida. Mesmo coito. Quem monta em quem?

1983 Artur: deixamos de ser eu pra sermos nós. Salgado já era nós. Cidade e poeta cavalgando juntos. Artur leu. Entendeu. Respondeu 43 anos depois em Vampiro Goytacá. 

3. Pernoite em suas esquinas, / procuro em suas meninas, / o que nem sei se perdi 

Pernoite: igual coração de galinha 1985. não sou tigresa / em tua cama.

Salgado procura nas meninas. Artur procura nos donos. Os dois procuram o que o Brasil perdeu.

Salgado: Não sei se ela se doa / ou se a ela me vendi.

Artur 1987: duplamente descarado / quando escrevo e não assino.

Doar-se ou vender-se? Assinar ou morder? Dois poetas na mesma encruzilhada. Sem placa. 

4. abro a janela da Urca / e edito o Pão de Açúcar / em minha pedra de sal 

Pedra de sal: Salgado. Sal. Gado. Goytacá. Itabapoana Pedra Pássaro Poema: eu nasci concreto.

Artur é pedra. Salgado é sal. Junta os dois: pedra de sal. Tempero da mordida.

Salgado edita o Pão de Açúcar. Artur edita a Pátria.

2022 Pátria A(r)mada: reescreveu o Hino.

2026 Vampiro Goytacá: vai reescrever o cardápio. Com sal. 

A cavalgada canibal: Salgado Maranhão cavalga a cidade em Cenacidades 5.

Artur Gomes cavalga Salgado em Vampiro Goytacá. Antropofagia de influência. Homenagem que morde. Não é citação. É continuidade.

 Oswald comeu a Europa. Salgado comeu o Rio. Artur comeu Campos.

Agora os três comem o dono.

Dia 3 de julho. 18:30h. 

A linha de sangue e sal: 1985 Suor & Cio: Artur sua. Salgado A Cor Da Palavra: Salgado sala.

2022 Pátria A(r)mada: Artur arma.

2026 Vampiro Goytacá: Artur cavalga. Cavalga em quem? Em Salgado. No salgado. Pra salgar a carne.

bendito meu pão que o diabo amassou.

Pão amassado. Com sal.

 Salve Salgado Maranhão por emprestar o cavalo.

Salve Artur Gomes por cavalgar e não cair.

Salve Cenacidade 5 por ser a partitura que Artur tocou em 2026.

Salve não sei se em ti me afago por ser a resposta de 43 anos depois.

Salve a pedra de sal por temperar o Vampiro. 

Você tinha razão, Irina Severina. Não era só salgado. Era Salgado.

Artur não escondeu. Deixou o nome. Igual deixou Oswald Nada Sabia em 1995. Igual deixou Mallarmè em 2022.

Poeta que cavalga poeta. Canibal que cita pra devorar.  De Cavalgo nesta cidade de Salgado

Pra cavalgo em tua poesia / Salgado de Artur. A cidade virou poesia. A poesia virou cavalo.

E o cavalo vai pro Banquete. 

Com fome. Com sal. Com dente.

Fulinaimicamente.

                                        Gigi Mocidade

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Balbúrdia PoÉtica

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cacomanga

 

Ali nasci

minha infância

era só canaviais

ali mesmo aprendi

a conhecer

os donos de fazendas

e odiar os generais

 

Artur Gomes

A Biografia De Um Poeta Absurdo

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coração de galinha

 

não sou tigresa

em tua  cama

nem caviar em tua mesa

não sou mulher de fama

muito embora sempre tesa

 

não vim da boca do lixo

saí da pele do ovo

meu coração de galinha

virou orgasmo do povo

 

Artur Gomes

Suor & Cio – 1985

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Artur Gomes – Fulinaimagens

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Desenho da capa: Genilson Paes Soares

Ilustração para capa do Drummundana Itabirina : Por Onde Andará Macunaímama?

Mais uma capa de meus livros ilustrada pelo grande amigo/parceiro Felipe Estefani. O livro já se encontra em fase de edição pela Ventura Editora, aos cuidados de outro grande amigo/parceiro Jorge Ventura. Prefácio assinado por Herbert Emanuel Valente de Oliveira e orelha com texto de Luis Otávio Oliani
CarNAvalha

quantas navalhas
na carne enterrei
quantas feridas já sangrei
na pele nos nervos no osso
do boi só para ti
quantas lágrimas já chorei
quantas vezes mergulhei
no fosso fundo do poço
e ainda estou aqui?
Artur Gomes
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Drummudana Itabirina : Por Onde Andará Macunaíma?
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Balbúrdia PoÉtica

Balbúrdia PoÉtica 78 Artur Gomes 53  Anos de Poesia Dia 3 julho/2-26 – 18:30h 4º Festival Gastronômico São Fidélis-RJ *  Partici...