segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

múltiplas poéticas

jura secreta

para Sueli Costa e Abel Silva

 

ainda arde em mim

tudo o que não comi

tudo que ainda não provei

a carne que ainda não lambi

na boca que ainda não bebi

a língua que ainda não beijei

 

só um poema me devora

aquele que ainda não gravei

a poesia que ainda não escrevi

a palavra que ainda não falei

"a jura secreta que não fiz"

o amor que ainda não gozei

 

                      Artur Kabrunco

Vampiro Goytacá Canibal Tupiniquim

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arde em mim

um rio

de palavras

 

corpo larvas erupção

mar de fogo

vulcão

 

Artur Gomes

O Homem Com A Flor Na Boca

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dia desses escrevi meu testamento

deixei algumas palavras registrando minha indignação e nojo

por ainda ver algumas pessoas defendendo o indefensável

diante tanta exterminação nesse mercado e por não ser jumento não defendo gado

 

Federico Baudelaire

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A folha de papel em branco sobrevoa a transparência diante do espelho onde me espreitam dois grandes olhos  feito jabuticabas de um pomar que inda procuro a palavra escrita ainda não dita de um desejo impuro e a folha branca de papel pousa em tuas mãos como um pássaro não nascido ainda vindo do futuro.

 

Artur Gomes

in o homem com a flor na boca

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HORAS TONTAS VOLTAS

              - torquatianas

 

I

 

tudo tem sua hora

de barra

de berro

de birra

de briga

 

com deus e o diabo

nessa terra de ninguém

 

II

 

tudo tem sua hora

e agora esta solidão

me tirando o sossego

me fazendo procurar emprego

de poeta ou faquir

 

III

 

tudo tem sua hora

mas nem sempre manda aviso

que chegou pra acontecer

e assim sendo

às vezes perde-se o juízo

e põe-se tudo pra foder

 

IV

 

horas vãs

são irmãs

de horas completas

que nos fazem pensar

que todas são sãs

 

ENTRE UM SORRISO DE DENTES

 

TOR

        QUA

        QUA

        QUA

        QUA

        QUA

        QUA

        QUA

                 TO

 

LET´S PLAY

 

um anjo desgarrado

feito coisa qualquer

sujeito mais avoado

 

TOR

QUA

T    O

NETO

80

AÇÃO

 

09 NOV 2024

 

Zhô Bertholini

 

os cigarristas

novembro 2024

 

concepção editorial

jurema barreto de souza

zhô Bertholini

projeto gráfico

luzia maninha

zhô Bertholini

revistacigarra@gmail.com

 

a poesia é a mãe das artes

      e das manhas em geral


o poeta nasce feito
assim como dois mais dois;
se por aqui me deleito
é por questão de depois

 

a glória canta na cama
faz poemas, enche a cara
mas é com quem mais se ama
que a gente mais se depara

 

ou seja:

 

quarenta e sete quilates
sessenta e nove tragadas
vinte e sete sonhos, noites
calmas, desperdiçadas.

 

saiba, ronaldo, acontece
uma vez em qualquer vida:
as teias que a gente tece
abrem sempre uma ferida

 

no canto esquerdo do riso?
no lado torto da gente?
talvez.
o que mais forte preciso
não sei sequer se é urgente.

 

nem sei se eu sou o caso
que mais mereço entender –
de qualquer forma, o A-caso
me deixa tonto. e querer

 

não é sentar, ter na mesa
uma questão de depois:
é, melhor, ver com certeza
quem imagina um mais dois.

 

                        Torquato Neto



                                 ibirapitanga

 

o pau brasil

ainda sangra

 

biblioteca

 

entre quatro paredes

 palavras gritam caladas

dentro de livros trancadas

 no silêncio - instante

por não serem faladas

 para esse povo aqui

                    - distante

 

Artur Gomes

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