jura secreta
para Sueli Costa e Abel Silva
ainda arde em mim
tudo o que não comi
tudo que ainda não provei
a carne que ainda não lambi
na boca que ainda não bebi
a língua que ainda não beijei
só um poema me devora
aquele que ainda não gravei
a poesia que ainda não escrevi
a palavra que ainda não falei
"a jura secreta que não fiz"
o amor que ainda não gozei
Artur Kabrunco
Vampiro Goytacá Canibal Tupiniquim
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arde em mim
um rio
de palavras
corpo larvas erupção
mar de fogo
vulcão
Artur Gomes
O Homem Com A Flor Na Boca
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dia desses escrevi meu testamento
deixei algumas palavras registrando minha indignação e nojo
por ainda ver algumas pessoas defendendo o indefensável
diante tanta exterminação nesse mercado e por não ser jumento
não defendo gado
Federico Baudelaire
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A folha de papel em branco sobrevoa a transparência diante do espelho onde me espreitam dois grandes olhos feito jabuticabas de um pomar que inda procuro a palavra escrita ainda não dita de um desejo impuro e a folha branca de papel pousa em tuas mãos como um pássaro não nascido ainda vindo do futuro.
Artur Gomes
in o homem com a flor na boca
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HORAS TONTAS VOLTAS
-
torquatianas –
I
tudo tem sua hora
de barra
de berro
de birra
de briga
com deus e o diabo
nessa terra de ninguém
II
tudo tem sua hora
e agora esta solidão
me tirando o sossego
me fazendo procurar emprego
de poeta ou faquir
III
tudo tem sua hora
mas nem sempre manda aviso
que chegou pra acontecer
e assim sendo
às vezes perde-se o juízo
e põe-se tudo pra foder
IV
horas vãs
são irmãs
de horas completas
que nos fazem pensar
que todas são sãs
ENTRE UM SORRISO DE DENTES
TOR
QUA
QUA
QUA
QUA
QUA
QUA
QUA
TO
LET´S PLAY
um anjo desgarrado
feito coisa qualquer
sujeito mais avoado
TOR
QUA
T O
NETO
80
AÇÃO
09 NOV 2024
Zhô Bertholini
os cigarristas
novembro
2024
concepção
editorial
jurema
barreto de souza
zhô Bertholini
projeto
gráfico
luzia
maninha
zhô Bertholini
a poesia é a mãe das artes
e das
manhas em geral
o
poeta nasce feito
assim como dois mais dois;
se por aqui me deleito
é por questão de depois
a glória canta na cama
faz poemas, enche a cara
mas é com quem mais se ama
que a gente mais se depara
ou seja:
quarenta e sete quilates
sessenta e nove tragadas
vinte e sete sonhos, noites
calmas, desperdiçadas.
saiba, ronaldo, acontece
uma vez em qualquer vida:
as teias que a gente tece
abrem sempre uma ferida
no canto esquerdo do riso?
no lado torto da gente?
talvez.
o que mais forte preciso
não sei sequer se é urgente.
nem sei se eu sou o caso
que mais mereço entender –
de qualquer forma, o A-caso
me deixa tonto. e querer
não é sentar, ter na mesa
uma questão de depois:
é, melhor, ver com certeza
quem imagina um mais dois.
Torquato Neto
ibirapitanga
o pau brasil
ainda sangra
biblioteca
entre quatro paredes
palavras gritam caladas
dentro de livros trancadas
no silêncio - instante
por não serem faladas
para esse povo aqui
-
distante
Artur Gomes
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