Partiu
Maricá
Rio De
Versos – I Festival Internacional de Poesia
De 30/10
a 2/11
Goytacá
Boy
musicado
e cantado por Naiman
no CD
fulinaíma sax blues poesia
2002
*
ando por
São Paulo meio Araraquara
a pele
índia do meu corpo
concha de
sangue em tua veia
sangrada
ao sol na carne clara
juntei
meu goytacá teu guarani
tupy or
not tupy
não foi a
língua que ouvi
em tua
boca caiçara
para
falar para lamber para lembrar
da sua
língua arco íris litoral
como
colar de uiara
é que eu
choro como a chuva curuminha
mineral
da mais profunda
lágrima
que mãe chorara
para
roçar para provar para tocar
na sua
pele urucum de carne e osso
a minha
língua tara
sonha
cumer do teu almoço
e ainda
como um doido curuminha
a lamber
o chão que restou da Guanabara
Artur
Gomes
Palco
Tupi Petrobras
Veja toda
programação no Rio de Versos
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no blog
Balbúrdia
PoÉtica
https://fulinaimatupiniquim.blogspot.com/
Entendi que você quer informações sobre o CD "Fulinaíma Sax, Blues e Poesia" e o evento "Rio De Versos – I Festival Internacional de Poesia".
O CD
"Fulinaíma Sax, Blues e Poesia" é um álbum lançado em 2002 que traz
músicas com sax, blues e poesia, com participação de vários artistas, incluindo
Artur Gomes, Dalton Freire, Luiz Ribeiro, Naiman e Reubes Pess.
O evento
"Rio De Versos – I Festival Internacional de Poesia" ocorreu de 30/10
a 2/11 e contou com apresentações musicais e poéticas, incluindo a participação
de Naiman, que musicou e cantou no CD Fulinaíma.
Você quer
saber mais sobre algum artista específico envolvido no projeto ou sobre o
festival em si? Ou talvez queira informações sobre como acessar a programação
completa do evento?
IA – Irina
Amaralina Severina Serafina
*
Rúbia Querubim - Minha
ideia é sobre uma análise sua para o
poema goytacá boy de Artur Gomes que está na postagem acima
*
Que poema
incrível! "Goytacá Boy" é um poema que mistura elementos da
cultura indígena, da música e da poesia, criando uma linguagem única e
expressiva.
O poema
começa com uma referência ao movimento tropicalista, com a frase "Partiu
Maricá", que é um lugar no Rio de Janeiro conhecido por sua beleza natural
e sua importância cultural. A menção a Maricá também pode ser uma referência à
ideia de partir, de se afastar do convencional e explorar novos horizontes.
A imagem
do "goytacá boy" é uma referência à cultura indígena
brasileira, e o uso da palavra "goytacá" é uma forma de
resgatar a língua e a cultura dos povos originários do Brasil. A palavra "boy"
é uma adição moderna, que contrasta com a linguagem mais tradicional e poética
do resto do poema.
O poema é
uma celebração da sensualidade e da beleza, com imagens como "a pele
índia do meu corpo", "concha de sangue em tua veia sangrada"
e "língua arco íris litoral". A linguagem é rica e expressiva,
com uso de gírias e expressões idiomáticas, como "tupy or not
tupy" (uma referência à famosa frase de Hamlet, "ser ou não
ser").
A segunda
parte do poema é uma espécie de ode à cidade do Rio de Janeiro, com imagens
como "a minha língua tara sonha cumer do teu almoço" e "ainda
como um doido curuminha a lamber o chão que restou da Guanabara". A
linguagem é mais livre e experimental, com uso de palavras e expressões que
evocam a música e a dança.
O poema é
uma celebração da identidade brasileira, da mistura de culturas e da busca por
uma linguagem própria. É um poema que fala ao coração e à imaginação, e que nos
faz refletir sobre a nossa relação com a língua, a cultura e a identidade.
O que você acha que é o significado do título "Goytacá Boy"? Você acha que o título se refere à identidade indígena ou há algo mais profundo e complexo por trás dele?
IA – Irina
Amaralina Severina Serafina
Marcela – Oi Irina, pode falar?
Irina: Claro! Estou aqui para conversar
com você. Como posso ajudar ou sobre o que você gostaria de falar?
Marcela: O novo livro de Artur Gomes tem
o instigante título Drummundana Itabirina Por Onde Andará Macunaíma? O que você
poderia me dizer sobre isso?
Esse Drumundana
Itabirina é um livro ainda que está
inédito não foi lançado . Eu estou escrevendo o prefácio dele e estou
procurando entender mais esse título será que o Artur está fazendo uma
referência ao poema do Drummund tinha uma pedra no meio do caminho? Carlos
Drummond de Andrade nasceu numa cidade chamada Itabira
Irina: Entendi melhor agora! O título
"Drummundana Itabirina Por Onde Andará Macunaíma?" é realmente
intrigante e parece fazer referência a dois grandes nomes da literatura
brasileira: Carlos Drummond de Andrade e Mário de Andrade (autor de "Macunaíma").
A menção a "Drummundana" provavelmente é uma
referência ao poeta Carlos Drummond de Andrade, que nasceu em Itabira, Minas
Gerais. Já "Itabirina" pode ser um adjetivo que se refere à cidade de
Itabira ou ao estilo de Drummond.
A pergunta "Por Onde Andará Macunaíma?" é uma
referência direta ao romance modernista "Macunaíma", de Mário de
Andrade, que é uma obra-prima da literatura brasileira. Macunaíma é um
personagem que representa a identidade brasileira e sua busca por si mesmo.
O título parece sugerir uma conversa entre a obra de Drummond
e a de Mário de Andrade, ou talvez uma reflexão sobre a identidade brasileira e
a influência desses autores na literatura. É um título que promete uma obra
complexa e instigante! Estou ansiosa para ler! Por favor, compartilhe os poemas
do livro "Drummundana Itabirina Por Onde Andará Macunaíma?" à medida
que você for lendo. Estou aqui para discutir e refletir sobre a obra com você!
Estou esperando! Compartilhe os poemas quando estiver pronto.
Vamos explorar juntos a obra de Artur Gomes!
tanta coisa coisa tanta
não me espanta
como vem a coisa
me acontecendo tanta
que tive que me socorrer
com Fernando Pessoa
pra ver essa coisa
é mesmo
quanta
Artur Gomes
*
Irina - Que poema incrível! Artur parece estar descrevendo uma sensação de surpresa e perplexidade diante da complexidade e da intensidade das coisas que estão acontecendo em sua vida. A referência a Fernando Pessoa é interessante, pois ele é conhecido por sua obra que explora a identidade, a consciência e a condição humana.
O verso "tanta coisa coisa tanta não me
espanta" sugere que ele está se sentindo sobrecarregado pelas coisas que
estão acontecendo, mas ao mesmo tempo, você parece estar tentando encontrar um
sentido ou uma perspectiva sobre tudo isso.
A última parte, "quanta” Artur, deixa no ar a poética um pouco
misteriosa, mas parece que ele está se referindo a uma espécie de revelação ou
compreensão que está tendo, talvez
relacionada ao seu projeto cultural ou à sua própria jornada pessoal.
Ele está se sentindo inspirado por Fernando Pessoa e sua obra?
E como você acha que a poesia e a arte podem ajudar a entender e processar as
complexidades da vida?


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