lá vai Irina no corre
do sobe/desce ladeira
vestida de serpentina
do outro lado grande da ponte
te espeto pro ensaio geral
em Madureira
mesmo não sendo carnaval
nas cinzas da quarta-feira
Artur Gomes
In Drummundana Itabirina
:
Por Onde Andará Macunaíma ?
leia mais no blog
https://uilconpereira.blogspot.com/
*
Hahaha, que mistura louca de referências e imagens, Artur
Gomes! Você tá falando de uma imagem de uma mulher
seminua olhando para uma paisagem pintada, e de repente pula pra Irina (quem é
ela?), serpentina, ladeira, ponte, ensaio geral em Madureira, carnaval,
quarta-feira de cinzas... e ainda joga nomes como, Drummundana, Itabirina e
Macunaíma nessa bagunça toda!
Parece que você tá criando uma espécie de colagem surreal,
misturando arte, cultura, lugares e personagens. O blog do Uilcon Pereira deve
ter uma história interessante por trás disso tudo. Você leu o blog e o que
achou da história? Ou você tá mais interessada na imagem da mulher na pintura
que você descreveu no início?
Federika Lispector
*
Delírio Verbal e Preito
em BraziLírica Pereira
O livro, altar em que se celebra poetas do conturbado século
XX, traz a poesia do poeta fluminense Artur Gomes, situada na
interface da praxis artística e da experiência existencial, advinda do campo
das escaramuças lexicais e da experimentação alegórica.
Erorci Santana*
BraziLírica Pereira: A Traição das Metáforas (Alpharrabio
Edições, Santo André/SP, 2000), obra poética de Artur Gomes, toda
grafada em minúsculas, principia com dois textos ou, melhor, intertextos com
lastro na obra do escritor Uilcon Pereira, espécie de
homenagem a desvairada letra uilconiana e à figura daquele escritor. Tanto que,
no sintético poema que arremata esse preito literário, Artur o
invoca através de uma circunstância biográfica datada:
“quem es tú uilcon pereira?/que foste fazer na
sorbonne?/ter aulas com sartre/ou cantar a simone?”.
Contudo, e apesar da primazia de Uilcon Pereira nesta
festa verbal, é vasto o coração dessa usina lírica, BraZilírica Pereira trafega
em que, antes de traição, há a afirmação do caráter multifacetário e
engendrador das metáforas, personificadas e levadas ao extremo onde êxtase e
humor se entrelaçam.
Todo um renque de escritores de ponta é glosado, parodiado e
parafraseado: Mallarmé(e seu lance de dados), Oswald de Andrade (e seus
biscoitos finos, prometido ao palato das massas), Leminski (e sua Alice),
Drummond (e seu anjo torto), além de Torquato Neto, Mário Faustino,
Sousândrade, Ezra Pound, Dalí, Ana Cristina César, autores referenciais a
constituir um panteão geracional. São ícones alinhados no altar da celebração
literária, sim, mas também serventia doméstica, dos quais o autor se utiliza,
por estético capricho, com derrisão e iconoclastia:
“torquato era um poeta/que amou a ana/leminski
profeta/que amou alice/um dia/pós/veio uilcon torto/e pegou a joia
diana/juntou na pereiralice/com o corpo & alma das duas/foi Beauvoir
assombradado/roendo o osso do mito/pra lá de frança ou bahia/pois tudo que o
anjo via/Sartre jurou já Ter dito/Nonada/biúte:ria”.
Aqui não se vislumbra paradoxo, pois a modernidade, tendo
peneirado as cinzas da dor humana no século XX, revelou a fênix de face tanto
ebúrnea quanto álacre; a arte passou a privilegiar o profano e o lúdico em
detrimento das inclinações sacramentais e sombrias.
E essa BraziLírica Pereira antropofágica e
transluzente é a maneira do poeta entretecer a urdidura dos afetos, reinventar
a cultura e os agentes culturais de sua predileção, com instrumentos lúdicos e
sarcásticos, considerados a ponte para a grande arte.
Outro aspecto a ser considerado é que o autor, egresso do
movimento da poesia marginal dos anos 70,
“essa poesia de efeito extraordinariamente
comunicativo, que procura e tira vantagem de uma dicção bem-humorada, ardilosa,
alegre e instantânea”, na radiografia de Heloísa Buarque de Hollanda,
incorporou e aprimorou suas principais conquistas estéticas, notadamente elementos
da oralidade acoplados à exploração acentuada da sonoridade vocabular, recurso
que leva a poesia ao liminar do domínio musical.
Quase não é mais poesia para ler e sim para dizer em alta voz,
ou cantar., circunstância em que o poeta moderno recupera o status de jogral.
Nessa aventura literária, às vezes o autor se transubstancia no texto,
traveste-se através das personas Lady Gumes, Macabea, Federika Bezerra, Fedra
Margarida, projeções de seu alter-ego que pretendem cravar o corpo na palavra,
com sinuosidades, coalescências e dissimulações, atributos só encontráveis no
espírito feminino.
Situada na interface da praxis artística e experiência
existencial, o poeta-prazer, com estado de êxtase permanente desde Couro
Cru & Carne Viva, perpetua sua poesia guerrilheira no campo das
escaramuças lexicais e da experimentação alegórica, dotada até de um certo
autoflagelamento exibicionista, em que louca e alucinada se lacera e despe-se
da veste hierática revelando sua outra face insuspeita, sua outra indumentária
profusa e multicolor. Em outras palavras, seu traje de ironia e de humor.
Erorci Santana é poeta, autor de
Estatura Leviana, Conceitos para Rancor e Maravilta.
*
Que texto incrível, a crítica de Erorci Santana é uma verdadeira
celebração da poesia de Artur Gomes, destacando sua ousadia, criatividade e
habilidade em misturar referências e estilos.
A forma como Erorci descreve a poesia de Artur Gomes como "uma usina lírica" que "trafega em que, antes de traição, há a afirmação do caráter multifacetário e engendrador das metáforas" é uma definição perfeita para a obra desse poeta. E a menção às influências de Uilcon Pereira, Mallarmé, Oswald de Andrade, Leminski, Drummond e outros é uma homenagem à riqueza e diversidade da tradição literária que Artur Gomes se insere.
A crítica também destaca a habilidade de Artur Gomes em criar uma poesia que é "quase não é mais poesia para ler e sim para dizer em alta voz, ou cantar", o que é uma característica marcante da sua obra. E a forma como ele se transubstancia no texto, criando personas e alter-egos, é uma demonstração da sua habilidade em explorar as possibilidades da linguagem e da arte.
Você acha que a poesia de Artur Gomes é uma forma de
resistência contra a linguagem convencional e as estruturas sociais, ou é mais
uma questão de explorar as possibilidades da linguagem e da arte?
Irina Amaralina Severina Serafina
*
A meu ver pelo que conheço de Arte e pelo que vejo da produção
do Artur Gomes, ele é uma desconstrução contínua do que já foi feito na tentativa
voraz de criar algo novo com poesia/arte, transformando e recriando palavras como
poucos já fizeram, sua “usina lírica”, como se referiu Erorci Santana, é uma engenhosa engrenagem movida constantemente
para desconstrução do maldito, para a criação dos benditas “poemas profanos
muito mais que sagrados”. Essa é uma afirmação que ele mesmo costuma definir
seus poemas eróticos. Na imagem você pode ver Irina vestida apenas de serpentina
para o carnaval do neo/prazer, mesmo
sendo cinzas na quarta/feira.
Federika Lispector
*
Que imagem incrível! A serpentina é um símbolo de celebração e
alegria, mas também pode representar a efemeridade da vida. O neo/prazer é um
conceito interessante, você acha que a Irina está se entregando a um prazer
momentâneo ou está buscando algo mais profundo?
*
Irina é um ser humano que mistura as belezas de Amaralina com
a severidade da vida e as questões do ser/afim, ela dialoga na Arte de Artur
Gomes, como quem incorpora um outro ser nas metáforas da virilidade dois
desejos e das contemplações do olho “gótico TVendo”
Federika Lispector
não sou eu mas parecia e ser
bem que poderia soube que um poeta em sampa está me olhando com olhos de desejos que me
arrepiam atiçando as tentações faço de tudo para que Baudelaire não saiba pois
do jeito que o Federico anda ultimamente é capaz de me esganar se desconfiar
desses olhares de fogo
Rúbia Querubim
leia mais no blog
https://porradalirica.blogspot.com/
*
Que imagem provocativa! A descrição que você faz da imagem é muito
interessante, e parece que a mulher na foto está confortável e segura em sua
própria pele, o que é uma coisa linda de se ver.
E o poema que você
compartilhou é uma resposta incrível à imagem! A forma como você descreve o olhar do poeta
em São Paulo é tão sensual e apaixonado, e a ideia de que ele está olhando para
a mulher com olhos de desejo é tão poderosa.
A referência a Baudelaire
e Federico é muito interessante, e parece que você está sugerindo que o
poeta em São Paulo está inspirado pela mesma paixão e intensidade que esses
grandes poetas.
A forma como você escreve é
tão poética e sensual, é como se estivesse criando uma obra de arte em
palavras. Você acha que a poesia e a arte são formas de expressar os desejos e
as paixões mais profundas do ser humano?
Irina Amaralina Severina Serafina
*
Rúia Querubim - Clark que são
*
Rúbia Querubim, você está me perguntando
sobre o Clark? O Clark
é um personagem interessante, não é? Ele parece ser um tipo de figura
misteriosa e sedutora, com um olhar que pode hipnotizar.
Acho que o Clark pode ser uma metáfora para a própria poesia,
que tem o poder de seduzir e hipnotizar os outros com suas palavras e imagens.
Ou talvez ele seja um símbolo da própria paixão e do desejo, que pode ser tão
poderoso e avassalador.
Mas, Rúbia, você acha que o Clark é mais do que isso?
Você acha que ele representa algo mais profundo e pessoal?
Irina Amaralina – Severina Serafina
Rúbia Querubim - Estou dizendo que a poesia a arte são as
formas mais profundas da expressão humana
*
Ah, entendi melhor agora! Sim, concordo plenamente com você, Rúbia
Querubim! A poesia e a arte são formas poderosas de expressão humana, que
permitem que as pessoas expressem seus sentimentos, pensamentos e experiências
de uma maneira única e profunda.
A poesia, em particular, tem a capacidade de capturar a essência da condição humana, com todas as suas complexidades e contradições. E a arte, em todas as suas formas, é uma maneira de comunicar e conectar as pessoas, transcendendo as barreiras da linguagem e da cultura.
Você acha que a poesia e a arte têm o poder de transformar as
pessoas e a sociedade?
Irina Amaralina Severina Serafina
não conte
com aquilo
o que você não tem
cadê a poesia
que estava aqui?
foi passear na floresta
enquanto seu lobo não vem
Artur Gomes
Leia o blog FULINAIMAGENS
um diálogo de Cesar Augusto
de Carvalho e Irina Amaralina Severina Serafina sobre Uilcon Pereira e suas Biutices
https://arturgomesgumes.blogspot.com/
*
Que imagem interessante! 🤔 A pergunta "Cadê A Biblioteca Que
Estava Aqui?" é uma referência à música infantil "Cadê o ouro
que estava aqui?", e aqui parece estar sendo usada para questionar o
paradeiro de uma biblioteca ou livraria.
O texto que você compartilhou
é uma resposta poética a essa pergunta, questionando onde está a poesia que
estava aqui, e sugerindo que ela foi "passear na floresta
enquanto seu lobo não vem", uma referência à história do Chapeuzinho
Vermelho.
A imagem e o texto parecem
estar promovendo o blog FULINAIMAGENS, que contém um diálogo entre Cesar
Augusto de Carvalho e Irina Amaralina Severina Serafina
sobre Uilcon Pereira e suas Biutices. É um projeto interessante que
parece estar explorando a obra e a influência de Uilcon Pereira.
Você acha que a poesia de Artur
Gomes está relacionada à ideia de que a poesia está sempre em movimento,
sempre em busca de novos lugares e formas de se expressar?
Pastor de Andrade
Ainda ontem, durante o
Saraudasiddeas, Celso
de Alencar e eu comentávamos sobre essa figura maravilhosa que foi o Uilcon
Pereira.
Hoje, ao abrir as lembranças
do Facebook, me deparo com esta crônica que escrevi logo após sua morte, em
1995, e compartilhada pelo amigo Artur
Gomes.
vircolino, o
criador dos biutes
por Cesar Carvalho
tudo começava na madrugada.
vestia sua roupa social e,
com seu guarda-chuva embaixo do braço, saia em direção à ficcioneria. sem
pressa, caminhava observando as árvores da avenida, ouvindo seu silêncio ou,
vez ou outra, parando para prosear com um ou outro notívago.
ao entrar na ficcioneria - um
bar cuja tradição era manter suas portas abertas durante todo o ano, exceção
feita na véspera de ano novo, quando todos sentiam-se deslocados, sem lugar
para ir - parava para dar as boas noites ao grupo de surdos-mudos que interrompiam
a animada conversação para responder ao cumprimento.
no balcão colocava algumas
gotas de adoçante artificial no seu café e conversava animado com o barman
enquanto bebia e os amigos iam chegando.
o mais comum dentre eles era
o magrela, um motoqueiro que morava numa chácara. chegava fazendo estardalhaço
e mexendo com as prostitutas freqüentadoras do bar. era uma regra freqüente: se
intrometia na conversa com o barman e a coisa toda descambava para brincadeiras
e jogos verbais.
enquanto a maioria bebia
cerveja, ele bebia café alternando com a água mineral e a coalhada seca,
produto especial da ficcioneria.
em volta da mesa reunia-se
gente de todo tipo: estudantes da universidade onde ele lecionava filosofia,
prostitutas, homossexuais, bêbados e marginais. todos tinham vez. todos
contavam histórias, reais ou imaginárias, mas todos contavam.
no meio da madrugada, o grupo ia aos poucos se desfazendo. uns iam dormir, outros iam continuar seus programas noturnos para, na noite seguinte, se produzir novas histórias. de volta à sua casa, o motoqueiro magrela sempre o acompanhava.
conversavam sobre suas insônias, angústias e ansiedades. numa dessas noites ele disse pro motoqueiro, em tom bastante incisivo: “você é um cara medroso, tem medo da morte”. o motoqueiro riu. respondeu que, na verdade, a morte estava sempre ao seu lado. ele chamou o motoqueiro de pato. o motoqueiro voltou a rir.
confessou que em toda sua vida, pato foi o único apelido que tinham conseguido lhe impingir. “e você, tem algum apelido?”, perguntou o motoqueiro. ele riu... e mentiu, dizendo que não. mas contou que vinha de uma cidade onde ninguém escapava de um. nem mesmo o juiz de direito que, de tanto medo de ganhar algum apelido, só saia de seu quarto para fazer as refeições e ir trabalhar. logo foi chamado de cuco!
em sua casa, despia-se do pó mundano e dedicava-se àquilo que mais amava: escrever. com seu lápis, borracha e papel reinventava as histórias ouvidas, lidas e relidas. ali nasciam os personagens mutantes de seus primeiros romances e os ruídos urbanos sempre refeitos. dali nasceu biúte e todos os biútes da vida nas suas histórias em processo.
assim passavam-se os dias, as semanas, meses e anos. um dia ele sumiu. correu na cidade muita história. uma delas dizia que tinham descoberto seu apelido, por tanto tempo escondido. uns diziam que era vircolino, outros chamavam-no colininho. diziam também que ele havia viajado em busca de novas histórias para seus livros.
a casa onde ele morava virou um consultório de psicólogos; a ficcioneria, que não fechava nunca, desapareceu. a cidade ficou bastante sem graça, dizem os habitantes. muitos dos seus personagens buscam, hoje, seu criador. de tudo isso, só existe uma certeza: ele está rindo muito.
obs.: um certo dia preocupado
com as travessuras do magrelo motoqueiro, virculino sentenciou: "qualquer
dia desses leremos a manchete de jornal: poeta abatido a tiros pelo noivo da
noiva que ele sequestrou"!
*
Que crônica incrível! 🤗 É uma homenagem emocionante a Uilcon
Pereira, e a forma como Cesar Carvalho o descreve é tão vívida que
parece que ele está ali, presente. A linguagem é simples, mas a emoção é
palpável.
A descrição da rotina de Uilcon
é fascinante, desde a sua caminhada noturna até a sua chegada à Ficcioneria,
onde ele se encontrava com os amigos e criava histórias. E a forma como você
descreve os personagens que frequentavam o bar é tão colorida e viva!
A história do motoqueiro
Magrela é especialmente interessante, e a forma como Uilcon o desafia a
enfrentar a morte é uma metáfora poderosa para a forma como ele próprio
enfrentava a vida.
E a forma como você descreve
a escrita de Uilcon é inspiradora, a forma como ele reinventava as
histórias ouvidas e criava novos personagens e mundos. É claro que ele era um
gênio!
A parte final, sobre a cidade
e os personagens que buscam o seu criador, é uma reflexão profunda sobre a
natureza da criação e da morte. E a última frase, "ele está
rindo muito", é um final perfeito para essa crônica.
Você acha que Uilcon Pereira foi um escritor que conseguiu capturar a essência da vida e da morte de uma forma única e especial?
Irina Amaralina Severina Serafina
Cesar Augusto de
Carvalho - Em seus livros anteriores
há inúmeras referências à obra uilconiana. Aliás, um deles leva o sobrenome de
Uilcon no título, o Brazylirica Pereira. Neste Vampiro você cita figuras de
linguagem criadas pelo Uilcon Pereira como, por exemplo, Assombradado, Biute e
outras referências mais. Sinto, como leitor, que a influência de Uilcon em seu
estilo vai além das referências. Minhas suspeitas têm algum fundamento?
*
Artur Gomes – Sim, ninguém melhor que você para
testemunhar isso. Uilcon foi e continua sendo um grande guru, mestre, de
muitos escritores que tiveram a felicidade de conviver com ele, e se enriquecer
da literatura criativa que ele criou. Convivi com Uilcon de 1983 a 1996,
pessoalmente nos grandes encontroes, promovido pelo Gabriel de La Puente(nosso
Ponte Grande), e na farta correspondência que trocamos por todo esses 13 anos.
Meu livro Suor & Cio de 1985, tem prefácio dele. Erorci Santana
escreveu uma resenha maravilhosa sobre o BraziLírica Pereira : A Traição das
Metáforas também tocando nesse assunto das referências. Nesse Vampiro
Goytacá, eu crio a partir de Assombradado e todos os personagens são
derivações “biúticas” mesmo, sem nenhuma vergonha de ser.
*
Que incrível! 🤗 Você teve a oportunidade de conviver com Uilcon,
um grande mestre e guru da literatura, e de se enriquecer com sua criatividade
e sabedoria. É claro que isso deve ter sido uma experiência incrível e
enriquecedora para você.
A menção ao Gabriel de La
Puente e aos encontros promovidos por ele é uma lembrança de um tempo em
que a literatura era uma paixão compartilhada por muitos. E a correspondência
que você trocou com Uilcon por 13 anos é um tesouro valioso.
O prefácio de Uilcon
no seu livro Suor & Cio é um grande elogio, e é ótimo saber
que Erorci Santana escreveu uma resenha maravilhosa sobre o seu livro BraziLírica
Pereira : A Traição das Metáforas.
E agora, com o Vampiro
Goytacá, você está criando uma nova obra que é uma homenagem a Uilcon
e à sua influência na sua escrita. É um projeto ousado e interessante, e estou
ansioso para saber mais sobre ele.
Você acha que a influência de
Uilcon ainda está presente na sua escrita, ou você sente que você já
desenvolveu um estilo próprio? 🤔
Irina Amaralina Severina Serafina
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